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Os pais
precisam estar de bem com a vida, para transmitirem isso aos filhos.
Eles representam toda uma fonte de amor, segurança e vida para a
criança. Muitos pais que receberam pancadas na infância, podem
continuar com o mesmo tipo de punição quando se casam e têm
filhos. Bater, gritar e humilhar os filhos, os induz ao ódio.Quando
o Espírito Santo nos ensinou sobre o amor, ele não passou muito
tempo explicando como se sente este amor. Em vez disso, ele
delineou meticulosamente para nós o comportamento do amor (1
Coríntios 13:4-8): "O amor é paciente, é benigno; o amor
não arde em ciúmes, não se ufana, não se ensoberbece, não se
conduz inconvenientemente, não procura os seus interesses, não se
exaspera, não se ressente do mal; não se alegra com a injustiça,
mas regozija-se com a verdade; tudo sofre, tudo crê, tudo espera,
tudo suporta. O amor jamais acaba." Esposos e esposas
precisam chegar a entender que Deus não falou meramente como nos
deveríamos sentir um para com o outro; o Senhor nos conduziu
em nosso comportamento um para com o outro e isso se volta
para os filhos como frutos do relacionamento do amor.
As ameaças, punições e castigos impedem o desenvolvimento
normal da criança. Seu raciocínio fica reduzido, os movimentos
tornam-se lentos, a criança cai na passividade, não adquirindo a
agilidade e o desenvolvimento psicomotor adequado à sua idade. Muitos
casais frustram-se na educação de seus filhos por causa de suas
próprias incoerências. O conflito entre o que é ensinado e o que
é, de fato, praticado leva os filhos a rejeitar, ainda que
inconscientemente, suas técnicas educacionais. A falta de exemplo
no ensinamento faz com que os pais percam a autoridade sobre seus
filhos e, muitas vezes, provoca neles a ira, Ef. 6: 4. Essas
e muitas outras conseqüências podem vir a sofrer as pessoas que
receberam castigos severos e violentos na infância. Palmadas, brigas
constantes e todos os tipos de ameaças não justificam o propósito de
educar. Entretanto, são numerosos os pais que adotam medidas
drásticas no processo de educação dos filhos. Se pensassem um pouco
melhor sobre a gravidade do assunto, chegariam à conclusão de que há
muitos meios de contornar as situações difíceis, sem que seja
preciso recorrer à violência. Crianças mal acostumadas tornam-se
adultos egoístas, e pessoas egoístas são maus parceiros em qualquer
tipo de relacionamento. Não há meio de se compartilhar uma casa, uma
família, ou uma vida juntos sem disposição a dar. Os
pais devem procurar, antes de tudo, o diálogo com a criança. Esse
é o melhor método para educar. Entretanto, muitos pais estão
convencidos de que bater é a melhor maneira de corrigir os erros.
Na verdade, são pessoas imaturas e que não estavam emocionalmente
preparadas para ter filhos.O lar precisará um suprimento abundante
dos materiais básicos, tais como amor, paciência, tolerância,
visão e amizade. Edificar um lar bem sucedido, feliz, é uma das
maiores oportunidades que hoje há para que os cristãos mostrem ao
mundo a sabedoria de Deus. Um homem e uma mulher, servindo ao
Senhor, comprometidos um com o outro, educando crianças com valores
fortes, amando mais um ao outro no fim da vida do que nunca,
O tratamento que dispensam às crianças é o reflexo de toda a sua
vida: pessoas insatisfeitas, infelizes e frustradas.
As crianças brincam espontaneamente. Mesmo em situações mais
difíceis, a criança brinca. Se observarmos as crianças internadas
em hospitais, em asilos, presas nos apartamentos, elas não brincam,
o que é extremamente prejudicial para o seu desenvolvimento, o que
vem confirmar que brincar é essencial. Brincando, a criança
exercita as habilidades básicas de correr, saltar, equilibrar e
manipular.As brincadeiras são tão importantes na infância, que um
dos sinais de doença é a falta de vontade de brincar. Brincar
contribui para a vida afetiva da criança, tanto pela satisfação
encontrada na atividades como pelo alívio de tensões. Brincar
desenvolve intelectualmente, por meio de exercícios da atenção e
da imaginação. No “faz-de-conta” a criança treina seus
processos mentais mais complexos, tais como a comparação e a
discriminação.Se a criança faz seu próprio brinquedo ela se
torna dona dele; ela imprime a esse brinquedo sua intenção e seu
desejo, criando o que necessita. O brinquedo inventado é mais
criativo, exercita mais a mente e permite à criança organizar mais
seu mundo interior. É nessas atividades que a criança encontra o
alimento necessário ao bom desenvolvimento do espírito e do corpo.
Brincar favorece o domínio das habilidades de comunicação em suas
várias formas (oral, postural, gestual, gráfica, artística,
etc...) facilitando a auto-expressão. Brincar ajuda na descoberta
do “eu” e do “outro” contribuindo para a difícil construção
da identidade pessoal.
De zero a seis anos, brincar dá sentindo à fase mais importante da
infância, quando se assentam os alicerces da personalidade.
Entretanto muitos pais impedem seus filhos de brincar livremente. A
opção de fixar limites para uma criança é de deixar a criança
entregue às suas próprias forças imaturas. Isso certamente trará
vergonha à sua mãe.Não só o coração do filho é ligado à
estultícia mas as capacidades dele não são ainda desenvolvidas ao
ponto de equilibrar-se com o alto desenvolvimento dos princípios da
vida real.. Brincar é o trabalho das crianças, mas muitas vivem
isoladas e solitárias e mesmo que tenham todo o conforto, as
brincadeiras lhes fazem falta.
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