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O principal objetivo dos adolescentes é se tornarem emancipados de seus pais
colocando de lado a relação de dependência da infância. . Este processo é
caracterizado por uma certa quantidade de rebeliões normais, desafio,
descontentamento, confusões, agitação e ambivalência. As emoções
usualmente se exacerbam. Alterações do humor são comuns. Na melhor das
circunstâncias estas rebeliões da adolescência duram dois anos; mesmo
assim, é comum durar de 4 a 6 anos.
A crise da adolescência.
A adolescência não é marcada apenas por
dificuldades, crises, mal-estares, angústias. Ao se abandonar a atitude
infantil e ingressar no mundo adulto, há uma série de acréscimos no
rendimento psíquico. O intelecto, por exemplo, apresenta maior eficácia,
rapidez e elaborações mais complexas, a atenção pode se apresentar com
aumento da concentração e melhor seleção de informações, a memória
adquire melhor capacidade de retenção e evocação, a linguagem torna-se
mais completa e complexa com aumento do vocabulário e da expressão.
O adolescente quer ser um amigo adulto.
Outro
aspecto importante é refletir sobre aquilo que ajuda o filho ou a filha a
crescer com autonomia e responsabilidade. Se os pais satisfizerem todas as
vontades dos filhos, estes cresceriam fracos e sempre mais incapazes de
suportar uma frustração. Ao completar doze anos, comece a trabalhar a relação com seu filho
da maneira como deseja que seja este relacionamento quando ele atingir a
idade adulta, tratando-o de igual para igual. As figuras de autoridade serão
os alvos preferidos da contestação do adolescente. Nessa fase se
questiona o juiz, o padre, pastor, professor. Além disso, espera-se que
os conflitos de valores e de poder possam se generalizar para uma questão
ideológica. Esse questionamento por parte do jovem é saudável.
Demonstra que seu psiquismo está se desenvolvendo Seu objetivo deve ser
respeito mútuo, apoio, e a habilidade de se divertirem juntos.. Elogie e apóie
de modo a aumentar a auto-estima, reconheça e apóie sentimentos, ouça-os de maneira atenciosa e simpática e faça
comentários não tendenciosos; não os julgue. Lembre-se que ouvir não
quer dizer que irá resolver os problemas do seu filho. Amizade é o
melhor modelo para uma boa base de funcionamento familiar.
Evite críticas tempestivas
Os pais, com
as melhores intenções, procuram poupar o filho de qualquer tipo de
sofrimento, mas podem acabar eliminando a possibilidade de desenvolver
neles os instrumentos necessários para enfrentar dificuldades.
A maioria das relações pai-filho negativas se desenvolvem porque os
pais criticam demais seus filhos. A maioria do comportamento questionável
de seu filho reflete os gostos do seu grupo de amigos o que é um estágio
essencial do desenvolvimento do adolescente.À medida que os vínculos
sociais vão se estabelecendo, um conjunto de características vai sendo
valorizado, desde características necessárias para ser aceito pelo
grupo, até características necessárias para expressar um estilo que
agrada a si próprio e ao outro. Vestir, falar e agir
diferentemente dos adultos causa no adolescente o sentimento de independência.
Tente não fazer críticas Isto não significa abdicar seus pontos de vista
sobre estes temas. Mas permitir que seu filho pense , sinta as verdades da
situação e decida. Em áreas mais importantes como o uso
de drogas, faltar aulas, ou roubar. Intervenha e tente mudar somente se o
comportamento de seu filho se for perigoso, ilegal ou infrator .
Quando o adolescente de ego agigantado se depara com forças contrárias,
ocorrerá a inevitável disputa para ver quem pode vencer. Isso é
plenamente normal ocorrendo, inclusive, na natureza animal. Ocorrendo o
confronto de maneira saudável, o adolescente internalizará o valor desta
experiência de forma positiva, o qual passará a fazer parte de sua
identidade. Caso o confronto migre para o trauma, perderá seu valor e o
processo todo perde sua função, apenas dando lugar à mágoa e
ressentimentos que normalmente se descarregam sob a forma de agressão,
raiva, disputa, etc.
Outro erro comum é criticar o temperamento ou atitude do seu filho. Uma
atitude negativa ou preguiçosa só pode ser mudada através de bom
exemplo e elogios. Quanto mais você luta contra comportamentos não-tradicionais
(até estranhos) mais irão persistir.
Ensine a responsabilidade
Seu filho deve aprender através da tentativa e erro. Enquanto
experimenta ele aprenderá a se tornar responsável por suas decisões e
atos. Os pais só devem interferir se o filho for fazer algo ilegal ou
perigoso. Caso contrário, os pais devem confiar na própria
auto-disciplina do filho, pressão dos amigos para agir com
responsabilidade, e nas lições aprendidas com as conseqüências de suas
ações.
A maior dificuldade do adolescente, entretanto, está em aceitar uma
autoridade imposta. A autoridade pode adquirir um espaço importante no
conjunto de valores do adolescente quando se constrói através da
conquista e do respeito e não submetendo o jovem à pressões.
Por causa disso, ao se pretender exercer autoridade sobre o adolescente
deve-se, em primeiro lugar, munir-se da plena responsabilidade sobre sua
aceitação ou não. A autoridade vai depender da maneira pela qual ela se
fez sentir e compreender. Neste ponto é inevitável que a própria
personalidade desta autoridade esteja madura e isenta de conflitos
maiores.
Caso seu filho peça conselhos, tente descrever as vantagens
e desvantagens de uma maneira imparcial. Faça algumas perguntas
que o faça pensar sobre os principais riscos. Então termine seus
conselhos com um comentário do tipo "Faça o que você achar
melhor". Os adolescentes precisam de muitas oportunidades para
aprenderem com seus erros antes que deixem sua casa e tenham que resolver
seus problemas sem apoio sempre presente.
Semeando e Colhendo
Os limites ajudam as crianças a desenvolver capacidades próprias. A
criança quer atenção, ou um certo brinquedo, ou desenvolver outra
atividade e, devendo esperar ou renunciar, aprende também a ser flexível
e paciente, a procurar alternativas, a ser criativa: todas qualidades úteis
na vida.
Você tem o direito e a responsabilidade de criar regras relacionadas
a sua casa e a seus bens. Embora você
deva receber bem os amigos de seu filho, as regras a respeito de festas e
os locais em que eles podem se divertir devem ser estabelecidas. Seu filho
pode ser o responsável pela limpeza do seu próprio quarto, e por lavar e
passar suas roupas de modo a prevenir ou superar os odores pessoais. Você
deve decidir se irá ou não emprestar.
Do ponto de
vista da criança, os limites podem parecer restrições e enfurecê-la,
mas são também portões que protegem e dão garantia.
São os pais
que devem formar nela a sensibilidade para reconhecer a diferença entre
suas necessidades e suas vontades.
Se seu filho quebra algo,
ele deve consertar, pagar pelo conserto ou substituir a peça quebrada. Se
ele bagunça um cômodo ele deve ser responsável pela limpeza. Você também
pode estabelecer limites para o uso do telefone e para as saídas nos fins
de semana.
Reuniões familiares
Faça reuniões uma vez por semana. Nestas reuniões seu filho pode pedir mudanças
em algumas das regras domésticas ou discutir problemas familiares que estão
causando dificuldades de relacionamento. O objetivo da
negociação é fazer com que as duas partes cedam um pouco e para que se
chegue a um consenso.
Tenha paciência e controle o mau humor.
É importante
levar em conta a personalidade e o temperamento individual dos filhos. Os
limites devem ser, num certo sentido, feitos na “medida”.
Tudo isso
requer um tempinho e trabalho maior do que aquilo que se gastaria
esbravejando ou ameaçando punições, mas constitui o “coração” da
arte da educação.
Geralmente quando seu filho está de mau humor ele não desejará discutir
isto com você. Caso ele deseje discutir isto com alguém, geralmente será
um amigo íntimo. No geral é recomendado que nestas horas ele tenha espaço
e privacidade a seu filho. Este não é o momento ideal para conversar
sobre qualquer assunto, agradável ou não.
Use mensagens "eu."
A
existência de determinados limites, conhecidos pelos pais e pelos filhos,
faz com que as crianças se sintam mais protegidas e seguras
Alguma discussão é normal. As pessoas querem que seus filhos
expressem a raiva através de palavras, e que as desafiem através da
argumentação lógica que precisam ser escutadas. Espere que seu filho
apresente o caso de maneira bastante emocional, mesmo que sem muita razão.
Deixe as pequenas coisas de lado, são apenas palavras, mas não aceite
comentários desrespeitosos.Existem dois perigos evidentes: ou os pais são
autoritários e proíbem tudo ou a criança domina os pais. Mas, se uma
criança se sentir mais poderosa do que quem cuida dela, como poderá
confiar em quem deveria protegê-la? Faça seu comentário da maneira menos raivosa possível.
Caso seu filho continue a fazer comentários raivosos, ou desagradáveis,
deixe-o falando sozinho. Não comece uma discussão com seu filho, porque
este não é o tipo de comportamento aceitável nas relações fora de
casa.
O que você está tentando ensinar é que todo mundo tem o direito de
discordar e até de expressar raiva, mas o uso de gritaria e palavras
rudes não é permitido em sua casa. Você pode evitar comportamentos
rudes transmitindo um modelo de boa educação, discussões construtivas,
e desejo de reconciliação.
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